Fato Estranho e Veneza

Isso começa dois dias atrás, na noite de domingo (21/08)
Tem um cara, Davi, que está morando aqui em Beluno até obter a cidadania italiana. Ele é casado e possui uma filha que fez dois anos ontem.

Na noite de domingo, o telefone da casa toca e lhe é passado, pois era a sua esposa (que mora em Londres) querendo falar com ele, sem surpresas até então.
Ele pega o telefone e se retira do quarto, então não temos idéia do tip0 de conversa. Quando ele retorna, a meia-noite, pergunta para o Vladimir, outro brasileiro que já conseguiu sua cidadania e que estaria indo para Inglaterra no dia seguinte (isto é, ontem), se ele queria sair, a pergunta foi eventualmente extendida a mim.
Como pretendá-mos ir para Veneza, de onde o Vladimir pegaria o avião, de manhã e aproveitar para passear na cidade (nenhum de nós a conhecia), negamos o convite. Em menos de 5 minutos o Davi trocou de roupa e inclusive usou meu perfume (que ele pediu para usar). Vale notar aqui que nesse final de semana, o dia tem sido excepcionalmente quente e apesar da noite ser mais fresca, não justifica o uso de calça jeans.
Isso tudo foi muito suspeito pois o Davi até então não tinha feito nada do tipo, de sair sozinho, a noite, num domingo, ou qualquer outro horário do dia ou dia da semana.

Ele retornou as 2h30. Não estava cambaleando devido a bebida, mas após tomar banho e ir dormir, ele se levantou para ir no banheiro e vomitar.

Na manhã seguinte perguntei onde ele tinha ido, já que nessa cidade geralmente não tem nada aberto, e ele comentou o bar no qual teria ficado aquelas 2h. Isso se ele não fez nenhum “programa” alternativo. Mas não persisti no assunto pois não é da minha conta.

Chegado o horário, partimos para a estação de trem e compramos os bilhetas para Veneza, estação Santa Lucia.
A viagem de duas horas foi tranquila, já que o Vladimir e eu fomos conversando durante ela, inclusive sobre o que poderia ter acontecido com nosso amigo Davi.

Chegamos na cidade 12h15, no horario que era previsto e aguardamos meia-hora numa fila par deixar a bagagem do Vladimir num local próprio. Andar de um lado para outro numa cidade cheia de pontes com escadas não seria fácil, pricipalmente com uma mala que já ão possuia rodas.

Então nós começamos nosspo passei quinze-pra-uma. Confesso que minha espectativa era uma das menores possíveis. Esperava também grande fedor, que algumas pessoas insistem em dizer que há na cidade.

A água dos canais é de fato meio suja, devido ao lixo que os turistas, que acontecem de visitar a cidade apenas em todos os dias do ano, jogam nela, mesmo assim, a quantidade de lixo que vi na água foi muito baixa.

E algo que uito me supreendeu foi encontrar peixes nadando nela, o que apenas prova que apesar de não ser das mais limpas, a água da cidade está longe de ser poluída.

Comprei um mapa e planejei aproximadamente o trajeto a ser feito.
Não muito depois de ter iniciado a caminhada, vimos uma mulher, velha e gorda (iss é apenas descrição, não ofensa) lavando os peitos que passavam da cintura numa torneira pública.

Passando por ela, seguimos nosso caminho até a igreja de São Rocco. Próximo havia um museu do Leonardo da Vince, mas ao contrário da igreja a visita ao museu era paga.

De São Rocco seguimos para a Ponte de Rialto. Em poucos momentos o caminho foi vazio, com muitas pessoas andando em todas as direções. Em grande parte do trajeto o caminho passava por becos que não tinham muito mais que um metro de largura.

Passando pela ponte, em escada, repleta de lojas e pessoas, seguimos para a Praça São Marcos.

Agora, o dia era quente, muito quente, mas os becos por onde passáva-mos criava bastante sombra, então não tinha muito problema, mas quando chegamos na praça, sem nada para proteger a lua que brilhava sem interrúpção de nuvens no céu veneziano. . .  creio que não perciso dizer.

Um outro ponto interessante a respeito desse caminho é o preço da coca-cola.
Quando começamos, antes de São Rocco, era 2 euros a lata, pouco depois, 2.30. Perto de Rialto, 2.50, quando chegamos na Praça São Marcos, brinquei com o Vladimir que seria 5 euros. Mero engano, a coca-cola era apenas 9.80.

Voltando a praça, o lugar é muito bonito. Dela era possivel entrar no Palacio do Doge, o qu também tornava possivel uma agradável fila que ia até quase o cais naquele sol maravilhoso.
Como não podia se quer tirar fotos dento, não foi um local que visitamos, talves quando eu trouxer a Elisa para conhecer a cidade…

Andamos um pouco pelo cais até notar que estavamos indo para o lugar errado, direção contrária. Não retornamos exatamente pelo mesmo caminho, mas porum que acreditávamos ser ligeiramente mais curto. O que acabou nos fazendo voltar por boa parte do caminho que já havíamos percorrido.

Esse trajeto, de ir até a Praça São Marcos e voltar levou em torno de 3h. Não há muito mais a ver além disso. Há certamente alguns pontos, mas estes são os principais, também não andei de Gondola nem Vaporeti.

Ter ido com uma baixa expectativa certamente valeu a pena.
Apenas em poucos pontos da cidade teve mal-cheiro, e eram locais que ficavam longe dos canais.

Qualquer um que diga que a cidade é fedida ou faz muitos anos aque a visitou ou não soube apreciar o passeio.

Aqui estão algumas fotos que tirei lá. Quem jogou Assassin Creed 2  deverá reconhecer alguns locais.

Windows 7: 1a, 2a e 3a impressao

Bom, como mencionado no último post, fui meio que “compelido” a comprar um netbook  (daqui pra frente chamado notebook pois é a mesma coisa com hardware mais fraco).
Acontece que esse notebook em questão, um Accer Aspire, veio com o Windows 7 instalado. Sem muita opção aqui, já que os demais notebooks tinham o mesmo sistema operacional.

Desde início, não pretendia colocar Linux nele pois pretendo assim que retornar ao Brazil, passá-lo aos cuidados da minha esposa. O notebook HP dela é bem mais velho que o meu Dell e o dela está em considerável pior estado (ao menos o dela liga ainda). Isso é claro, caso ela deseje ficar com o notebook Acer.

Apenas por isso, e somente isso, eu não iniciei o notebook pela primeira vez já com o usb live do Ubuntu plugadom repito, essa foi a única e exclusiva razão, apenas para frizar bem!

Dessa forma, eu tentei, é sério, eu realmente tentei, usar o Windows 7. Vamos aos fatos

  1. Já de início eu não fiquei muito contente devido a demora absurda em carregar as configurações iniciais, mas, desculpável.
  2. O primeiro aplicativo aberto foi o Internet Explorer com o fim de baixar o Google Chrome. Nesse processo, antes que eu pudesse fazer o download com sucesso, o IE travou 4 vezes.
  3. Uma vez instalado e tentando adapá-lo ao meu uso, com raiva do idioma italiano, eu resetei para cofigurações de fábrica para tentar colocar idioma inglês. O que foi tempo perdido, digo, umas 3 horas pelo menos perdida.
  4. Felizmente, na segunda vez que usei o IE para baixar o Chrome, ele não travou.
  5. Baixei Winamp e Winrar sem maiores problemas.
  6. Me deparei com o Gadget MyWinLocker e resolvi brincar com ele. Encriptei um arquivo sem problemas.
  7. Fui testar abrir o aqruivo através do Windows Explorer, pesadelo, cada vez que clicava com o botão direito sobre ele, o Explorer travava.
  8. Solução foi clicar com o esquerdo, esperar meio minuto e só então o direito.
  9. Baixei um jogo simples e fui instalá-lo, até ai ok, mas quando quis mudar a compatibilidade não foi possível, ele travava sempre que eu clicava com o botão direito, não importando quanto tempo esperasse.
  10. Para cada operação que eu desejava fazer que precisasse dessa operação (um complicado clique com o botão direito) o Explorer travava.
  11. Instalei o Ubuntu pelo wubi pos talvez minha esposa ainda o queira.

Agora estou aqui, menos de 24 horas após ter comprado, com menos de 10 horas de uso, finalisando esse post e indo reiniciar o ubuntu para completar algumas atualizações que precisam de tal (como a do kernel).

Ah! Uma conclusão, o windows continua uma grande BOSTA, uma porcaria de produto. não vale o preço da licença, não vale as duas horas (contando ida e volta) que gastei para ir na loja comprar o netbook. Sorte minha eu ter um pendrive com o Ubuntu, senão estaria arrancando meus cabelos agora (são bem grandes e eu gosto muito deles).
e isso não é consideração final, é conclusão, esse assunto não vai mais para frente, só no aspécto de aumentar os pontos negativos dessa porcaria que os fabricantes de computadores insistem em colocar nas máquinas que tentam vender.

Por onde começar…

Bom, acredito que tudo começa com meu notebook se recusando a ligar… simples nao?

Nesse tempo eu também nao mantive nenhuma anotaçao do que estava fazendo.

Entao eu nao tenho muito o qu escrever aqui.

Posso dizer que num certo dia nos subimos um rio, sim, nos entramos na agua e seguimos rio acima, durante umas duas horas mais ou menos.

Foi divertido, a paisagem era legal, nao levei maquina nem celular pra bater foto.
E isso ja tem algum tempo.

Tambem apresentei oficialmente meus documentos para a cidadania italiana na comune e possivelmente na semana que vem estarei cortando meu cabelo para tirar as fotos pra identidade e passaporte…

No ultimo final de semana, fui até onde um amigo meu, Biali, esta fazendo residencia com o mesmo proposito que eu tenho, o lugar é terrivelmente quente, sem vento, sem nada.

E finalmente, hoje apos conversar com minha esposa a respeito, comprei um netbook (windows 7 starter). Nao colocarei linux nele pois talves ele venha a ficar para elisa, ja que o notebook dela esta bem velho e quebrado (ao menos o dela liga)

Ah.. nesses dias sem computador eu andei estudando taquigrafia e lendo Dracula de Bran Stoker, por ultimo comecei a ler os Contos de Fadas pelos irmaos Jacob e Wilhelm Grimm, ambos excelentes livros.

Desculpem a acentuacao, layout de teclado italiano é muito ruim.

Vajonte, Joelho Ralado e Pedrinhas no Sapato

Na semana passada (na sexta-feira dia 15) para ser mais preciso, eu fui novamente a cidade de Longarone a fim de me encontrar com Irma Felipe, uma senhora brasileira que vive a muitos anos na Itália e roda um Albergo (hotel-restaurante) um pouco mais ao norte da cidade.
Como planejava passar o dia por lá a procura de uma certidão de batismo, na qual ela viria a me auxiliar eu fui sozinho de trem. Saindo de Belluno as 8h41.

Já de início, fui a igreja central da cidade, construída após o Desestre do Vajonte (apenas em inglês) que havia destruído completamente a cidade em 1863.
O padre foi bem prestativo e eu consegui me virar legal com italiano de indio, uma vez que meu domínio no idioma é pior do que em espanhol.
Porém, após algum tempo procurando nos registros antigos, foi confirmado que não havia nada daquela época, por causa do desatre que havia destruído tudo.

Prossegui meu caminho para o Albergo, que eu tinha uma vaga idéia de onde ficava; para tornar tudo mais divertido, não tinha internet no celular para usar o GPS.
Prossegui como pude pelas cal¢adas e desci por uma vila quando não havia mais acostamento algum. Com o tráfego constante, rápido, no qual vários caminhões tinham parte, andar na beirada do asfalto não seria uma boa idéia.

Enfim consegui chegar no Albergo, o primeiro que eu achei no caminho.
Dalí, partimos para Castellavazzo, onde talves pudesse ter algo daquela época, pois faria parte de Longarone na época.
Na comune, nada foi encontrado, havendo registros apenas a partir de 1873. Já na igreja, uma constru¢ão antiga feita em cima de um monte rochoso, também não tivemos muita sorte.
Deixamos os dados com um vizinho e voltamos para o Albergo onde fiquei aguardando até o final da tarde. Infelizmente não tinve retorno algum durante o dia. E no fial retornei a Belluno de mãos vazias.

 

Sábado passou (entrei em contato com Irma mas sem sucesso da parte dela) e no Domingo, o filho da dona da casa onde moro, Alexandre, precisando praticar um pouco de dire¢ão, me pediu para acompanhá-lo no carro (uma vez que sou o único com carteira de motorista).

Saímos da cidade em dire¢ão a Longarone, com o intuito de ver o a Represa do Vajonte e o lago posterior.
A subida pelo lado da montanha não foi muito demorada.

Já no alto, o local em que deveria haver um lago da represa, estava repleto de terra e rocha do monte Toc, que deslizou sobre o lago e fez com que 50.000.000 metros cúbicos de água subissem as paredes da represa.
Prosseguimos mais um pouco até uma pequena na vila, de onde tinhamos uma vista relativamente boa do Lago do Vajonte, um pequeno lago de águas verdes-claras ao qual não tínhamos como chegar mais perto.

O lugar em sí é muito bonito, a montanhas em volta, de rocha partida, onde algumas pessoas “brincavam” de alpinismo.
É um lugar em que tu fica diminuído frente as aos intermináveis alpes.

 

Na segunda-feira eu liguei novamente para o Albergo em Longarone a fim de saber se a Irma conseguira falar com o pároco. Como ainda estava difícil de encontrá-lo, me comprometid de ir lá no dia seguinte.
Até que no final da tarde, fomos jogar bola numa quadra aqui perto.

Estávamos em 4 pessoas, e dividimos relativamente bem o time. O que logo se tornou uma não verdade pois come¢amos a abrir uma boa vantagem.
4 a 1 estava o placar quando meu companheiro de time chutou um pouco forte demais e eu corri para fazer mais um gol.
Consegui, antes de passar da linha pude chutar a bola (gol só de dentro da área). O problema foi que, devido a velocidade, a passada larga e aos espinhos de pinheiro espalhados no chão, não consegui firmar o pé depois de chutar, vindo a cair na quadra e ralar bastante o joelho e mão direita.

Não havia condi¢ões de prosseguir, ainda hoje estou inábil para jogar bola devido ao joelho.
E no dia seguinte tinha que ir novamente a Longarone. Algo que acabou não acontecendo pois também passei mal de noite e na ter¢a-feira ainda estava com o estômago não muito contente.

Na quarta-feira porém, era inadiável.
Fui para esta¢ão como na sexta anterior, a fim de pegar o trem as 8h41. Apenas que eu descobri que aquele horário rodava apenas entre os dias 4 e 17 de julho (isso em todo o ano).
O próximo trem seria as 11h55, antes disso, apenas um ônibus as 10h10.

Já em Longarone, segui o mesmo caminho que no outro dia. As escadas que tive de subir foram particularmente dolorosas dessa vez. Mas elas acabaram quando eu cheguei na frente do Albergo.
Havia porém, um outro problema, ali também acabava qualquer rota possível que eu poderia pegar evitando a estrada. Como eu precisava prosseguir, não tive outra alternativa a não ser ir pelo asfalto.

Por sorte, não passou nenhum caminhão no lado em que me encontrava, não podia dizer o mesmo do outro lado no entanto, e por fim cheguei a igreja. Mas nada de padre. Quando perguntei na vizinhan¢a fui não-muit0-amigavelmente informado a voltar no outro dia.
Dia perdido, viagem perdida, infortúnios findados? Não.

No caminho de ida eu tive de parar para tirar algumas pedrinhas que haviam entrado no tênis direito, justamente o da perna machucada. Tirar o tênis não era um problema, o difícil era colocá-lo novamente sem poder dobrar o joelho. Algo que se repetiu no caminho de volta também.

 

Eu certamente teria mais coisas para contar, melhores detalhes, se não tivesse sido tão pregui¢oso ao ponto de ficar mais de uma semana sem escrever nada.
Fotos: Longarone e Vajonte

Bosque, Rio E Campeonato Mundial de Churrasco

Bom, antes de qualquer outra coisa, tenho que deixxar aqui uma peque explica¢ão de não postar todo dia quando havia dito em posts anteriores que este seria meu objetivo enquanto na Italia.
A razão, única, pra isso, é que simplesmente não tenho o que postar.

Eu não estou viajando pela Italia, eu estou parado numa cidade com poucos atrativos turísticos, numa época do ano que a maioria dos moradores viajam para Veneza e para o sul do país em busca das praias.

Mas eventualmente alguma coisa acontece por aqui, surge algum lugar para visitar do qual eu não tinha prévio conhecimento, como o Bosque das Castanheiras, um lugar que por sinal visitei novamente neste último sábado, dia 9. Porém não fui sozinho, mas com um dos rapazes que moram aqui também com o intuito de fazer cidadania italiana. Daniel.

De inícil, ele se assustou com um cobra que estava parada, alegremente morta, no meio do caminho. Já ficou querendo um peda¢o de madeira para uma eventual defesa. Da minha parte, só continuei andando.

Um pequeno susto inicial seguido por um outro dado por uma râ que atravessou a trilha a sua frente (logo depois de eu ter passado) e nós chegamos ao memorial da Segunda Guerra Mundial.
Da última vez que havia vindo aqui, a grama havia sido recém cortada e estava espalhada por todo o local, criando um lugar mais favorável a haver cobras escondidas. Mas quando chegamos vi que toda a grama havia sido enrolada em grandes rolos.
De um ponto mais alto era possível ver parte da cidade. Uma visão calma e bonita, apesar de quente.

Depois de sair do bosque, nós continuamos pela estrada, indo na dire¢ão contrária à nossa casa.
O bairro que se seguiu era bem tranquilo, poucos carros na estrada. As casas também, assim como alguns prédios, pareciam ser relativamente novos.
A excessÃo de uma que me lembrou de Urussanga, com suas paredes feitas de pedra. Enfiim, uma casa antiga, bem antiga acredito. Algo que esperava ver em cada esquina mas que dificílmente se acha.

Já no Domingo, devido em parte ao calor de 30g, nós fomos ao rio. Isso mesmo, um rio de águas limpas (olha só) onde é possível tomar banho.
Apesar do dia quente, a água do rio estava bem gelada. Ficando com os pés por um tempo dentro dela e come¢ava a sentir o gelo chegando ao osso.

Apesar do frio, foi divertido ficar por lá, consegui criar coragem para submergir totalmente apenas uma vez, e nenhuma para tentar nadar um pouco.
Nunca fui bom nisso. De fato aprendi a nadar a poucos anos, e logo depois me mudei pra Londres. Então temos um espa¢o de mais de 4 anos desde a última vez em que efetivamente nadei.
Tentar fazer isso num local onde o fundo do rio era repleto de pedras (daquelas arredondadas) o que te impossibilitava de firmar o pé. Pisar entre as pedras pequenas ficava tudo bem, mas havia algumas grandes no chão, pisar no meio delas era um escorregão na certa.

Outro ponto interessante, foi a travessia do rio. Havia partes em que ele era ralativamente razo, com a água batendo pouco acima do joelho. Atravessá-lo foi uma tarefa feita com calma e bem lentamente. Além do fato de cair e poder me machucar nas pedras, estava com meu celular, carteira de motorista, alguns euros e meu celular também, caso não tenha mencionado.
Porém não houve nenhum incidente do tipo, só uma das minhas havianas ter escapado do pé. Consegui em tempo pisar sobre ela, apenas para que a outra escapace também, está eu peguei com a mão livre, já que estava ao alcance.

Já a noite, nós fomos ao centro da cidade, onde estaria acontecendo o Campeonato Mundial de Churrasco. Mas para falar a verdade, não havia nada de especial lá. Apenas uma longa mesa, que na minha opnião deveria ser mais larga para acomodar melhor as 60 duplas participantes, esta mesa serviria de preparo para a carne que eles iriam a¢ar numa grelha a gás, haviam 60 delas.

O evento come¢ou as 21h, nada pontual diga-se de passagem, e o preparo propriamente dito, come¢ou as 21h30. Como eles levariam um bom tempo para terminar, já que eles não trabalham na segunda de manhã e podem ficar até bem tarde nesses eventos, nós voltamos para casa.
(Aliás, estavamos eu, o Daniel, que me acompanhou no bosque no sábado; Vladimir, o cara que me mostrou os arredores da casa e o mini-mercado; Davi, que possui esposa e filha na Ingelaterra. O Alexandre, o filho da dona da casa, com quem divido o quarto, mas que sempre dorme na sala, que foi conosco ao rio mais cedo resolveu ficar em casa dessa vez.)

Sem mais o que fazer, voltamos pra casa, comendo uma pizza no meio do caminho. Nada especial. Não era ruim, mas tão pouco era atrativa.
Uma coisa sempre-barata por aqui são as pizzas.

Fotos do rio, tiradas dele e da vista dele quando fomos ao centro a noite podem ser vistas aqui.

Italianos e Bosque das Castanheiras

Desde o dia que fui a Longarone eu fiquei bem desanimado. É difícil quando algo que é seu por direito torna-se tão difícil de obter. Quando se acredita que se conheceu a pior pessoa, a mais rigorosa, áquela que vai ser o maior obstáculo para o processo, quando se acha que as coisas finalmente vão se encaminhar, vem alguém inimaginalmente terrível e te sacaneia.

Pode parecer preconceito, mas no meu caso eu removeria a preposi¢ão pré da frente de conceito. A maioria dos italianos que eu conheci em Londres, com os quais tive contato, se mostraram pessoas mal educadas, ignorantes, fechadas em seu próprio mundo e seu orgulho-ferido de uma na¢ão que a muito foi o mais forte império do mundo.
Mas também sempre me fora dito que os provenientes do sul da Itália eram de fato casca-grossa, e a maioria dos italianos em Londres vem da região de Roma pra baixo. Havia uma minúscula possibilidade do pessoal do norte da península italiana serem um pouco melhor. Engano meu.

Os italianos aqui do norte se quer consideram áqueles do sul como italianos, o mesmo o que muita gente do Brasil pensa a respeito do nordeste, imagina o que eles pensam dos brasilianos que vem pra cá fazer a cidadania italiana. Chegam ao cúmulo de dizer que viemos pra roubar seus empregos.
Pra come¢ar eles não gostam de trabalhar, um povo que fecha seu mercado numa quarta-feira não deve ser chamado de trabalhador. Apenas os mercados grandes ficam abertos nesse período.
E outra, basta dizer que no passado, no pós-guerra os italianos fugiram famintos para o Brasil e eles ficam quietos. Se um dia eles tiveram direito de cruzar o oceano em busca de vida melhor, este direito eu também tenho.

Agora, tirando o povo frio, fechado, de poucas e rudes palavras, o lugar em sí, ao menos aqui pelo norte da Italia é muito bonito. A região montanhosa, pinheiros maiores que prédios logo ao lado da sua casa, estradas pequenas, mas bem cuidadas coladas as paredes das casas, por mais que pare¢a perigoso, possui um beleza única. Rios de água limpa  que descem gelado das montanhas, a própria água de consumo vem deles. Rios esses que devido a alta concentra¢ão de sais-minerais tendem a causar uma insidência maior de pedras nos rins para os que vivem aqui.

O lugar é realmente agradável. Certamente eu escolheria essa região para viver se me fosse dado a oportunidade. Apenas a pouca oferta de emprego e o povo fechado tornam o prospécto de mudar pra cá, bem improvável de acontecer.

Dentre os locais que vi por aqui, há um lugar chamado Bosque das Castanheiras. Como o nome diz, um bosque, na verdade, parte da floresta/mato que cerca a região. A entrada é através dos fundos de uma antiga e pequena igreja e segue num caminho relativamente largo , que pouco-a-pouco  vai se afunilando até que quando você percebe, é uma trilha que mais parece caminho de água do que de pessoas.

Muitas das ditas pedras-de-rio compôem  o chão. Tornado a subida, e principalmente a descida uma tarefa deveras interessante.

Nesse bosque em particular, foi um local onde alguns italianos foram enforcados durante a Segunda Guerra Mundial, as árvores onde eles foram pendurados ainda preservadas, algumas apenas o tronco com os galhos, outras ainda vivas.
Placas de memória com o nome das pessoas que ali perderam a vida estão fixas nos galhos, e a grama em volta é mantida aparada, de forma, acredito eu, a impedir que a região seja tomada pelo mato e que o memorial seja preservado.

Não tirei muitas fotos do lugar pois, apesar de bonito e agradável, o bosque em sí possui poucas coisas para se ver. É mais um local para se caminhar do que para tirar fotos. O lugar é bonito sim, mas uma beleza que não fica bem expressa numa limitada foto. Não apenas a imagem, mas o som do rio, a brisa e a presen¢a que as árvores exercem em ti fazem parte dessa beleza. Infelizmente, nem tudo isso pode ser captado em foto ou vídeo.

Uma coisa interessantes de se notar, é que, infelizmente, se este lugar fosse no Brasil, ele seria um local visado por maconheiros e outros que em geral trazem perigo pra sociedade.
Posso dizer que enquanto andava por lá, tive um certo receio, mas não de pessoas, e sim de animais. Não sou bom conhecedor de pegadas nem nada, principalmente quando as marcas parecem antigas e já parcialmente destruída pela chuva de dias anteriores, mas eu pude notar no chão, onde ele era mais terroso e o espa¢o mais aberto, pegadas que de início eu diria serem de cavalos mas que segundo me foi dito quando voltei para a casa onde estou hospedado, poderiam ser de veados e animais do gênero.

Demais fotos desse curto passeio aqui!

Longarone – 1 de Julho

Bom, hoje pela manhã, fui finalmente a cidade de Longarone, de onde se originam parte da minha família.
a estrada para lá era simples (i.e. não era duplicada), mas ainda assim em ótimo estado sem buracos de qualquer magnitude.

Achar a comune foi um tanto difícil, acabamos saindo da cidade e na vila onde fizemos o retorno, no que a Maria Angela pediu informa¢ões para um senhor ali perto, ele disse que estava indo para Longarone e estava esperando o ônibus.
Com as indica¢ões dele achamos facilmente a comune.

Mas ai surgiu outro problema, a mulher não estava muito a fim de ajudar. Em todos casos, ficou com ela o pedido de solicita¢ão da certidão de nascimento juntamente com o protocolo da cidadania já feita (de uma prima da minha mãe) e a espera de uma semana para se ter qualquer notícias sobre isso.

Os Três Primeiros Dias (28 a 30 de Junho)

Terminei o almo¢o (as 15h30) para ver que a Elisa tinha vindo falar comigo, pena ela já ter desconectado..

Os dias tem passado meio sem gra¢a por aqui. Acabei pegando uma gripe gra¢as ao maravilhoso sistema de ar condicionado dos aviões e a brusca mudan¢a climática, vir de 7 para 30 graus não é nem um pouco agradável.
Além de sem gra¢a esses primeiros dias tem sido terrivelmente quentes, só hoje dando uma aliviada gra¢as a “tempestade” de ontem, um pouco de chuva e muitos relâmpagos. O fato da região ser cercada por montanhas torna isso um bom espetáculo luminoso pra que aprecia.

No primeiro dia, pela manhã, fomos até a questura,  oi polícia. Para preencher o documento de moradia (não, isso não é a residência). Num primeiro momento a mulher não pode ver o carimbo quase invisível que recebi em portugal no meu passaporte, sendo necessário apontar onde estava.
Saindo dali, passamos na comune para fazer a residência, mas antes disso, verificamos com a mulher quanto aos documentos se estavam tudo certo no que ela informou que se ela não ver a certidão de nascimento do meu tataranono (aquele que mirgrou da Italia  para o Brasil) ela não aceitaria os documentos. Ela havia pego um caso parecido, onde ela enviou um simples documento emetido pela comune de origem para o ministerio para saber se poderia ou não dar a cidadania, segundo ela, esse documento não possui valor legal para o processo. Se nesse meio tempo o ministério viesse a dar uma resposta para aquele caso, ela aceitaria os demais sem problema algum, mas não se sabe quanto tempo levará para que isso aconte¢a.
Mas antes de tudo isso, preciso verificar se existe ou não a certidão de nascimento do meu antepassado. O que significa uma ida a Longarone.

Por mais que eu tenha que esperar o vígile passar, não posso também demorar para pergar eles, pois senão o processo será ainda mais lento. E não adianta nada fazer a a residência aqui em Beluno se eu tiver que ir para Longarone no final.

Uma outra coisa chata desse dia foi que o carro da dona da casa não pegou, não dava a partida, nem no tranco ele ligou. O que nos fez andar até a questura, depois a comune e de volta apra casa no belo calor do meio dia (saíamos de casa as 10h30).

Ao voltar para casa joguei uma partida de poker com outros rapazes que estão aqui pelo mesmo motivo que eu, na qual perdi maravilhosamente; Almocei algo que não lembro mais e falei com a Elisa pela primeira vez desde que cheguei. Uma conversa pela internet, mas mesmo assim uma conversa.
Soube que ela ficou gripada e tals (enquanto eu estava com meu nariz incomodando) . Após algum tempo de conversa dei uma saída para ir num mercadinho local, já passando por um caminho no meio de um bosque (lê-se: mato) e uma cachoeira (os rios aqui são limpos) no meio do caminho (colocarei as fotos que tirei logo). Uma coisa daqui que iria agradar muito a Elisa é o Red Bull a meros € 1,35, ainda mais barato que em Londres.

 

Já o dia de ontem foi o dia dos espirros. Não conseguia ficar mais que 10 minutos se passar outros 30 espirrando. Nesse meio tempo que não tinha muito o que fazer, ajudeu um pouco a montar um quebra-cabe¢a de 1500 pe¢as da Mona Lisa. Ele ta lá, pela metade ainda, em cima da mesa.

Tem um gato aqui, pequeno ainda, que hora e meia fica incomodando. Uma coisa que ele fez foi na primeira noite ter pego o meu ter¢o de cima da cama, que eu fui encontrar na sala. Ela é engra¢ado quando fica loqueando sozinho mais na maior parte do tempo, atrapalha.

Além dos espirros, o dia de ontem foi marcado por um calor de rachar, como diríamos no Brasil. Por causa desse calor, deixei para ir no mercadinho (precisava comprar mais algumas coisas) no final da tarde. Viagem perdida, o mercado estava fechado.
O horário de funcionamento é um tanto engra¢ado, Domingo não abre, ta certo, cidade pequena é pausível que uma vendinha não abra no Domingo. Na Segunda, só abre das 15h30 em diante, sim, das três e meia da tarde até umas 19h mais ou menos. Ter¢as, Quintas e Sextas ele abre demanhã apenas até o meio-dia e meio, reabrindo as 15h30. NO sábado fica aberto apenas até o 12h30, novamente, plausível, porém, na quarta-feira, o MEIO da semana, ele fica fechado.

Quando falam que não tem trabalho na Italia, é porque esse povo não quer trabalhar.

O forte calor durante o dia resultou numa bela tempestade a noite. Sem ventos fortes, mas bastante relâmpagos.
Fui dormir com o intuito de acordar cedo para já ir a Longarone de uma vez, quanto mais demorasse, pior seria.
Porém a noite mal-dormida me impediu de levantar cedo, e como a comune fica aberta apenas entre as 9h e 12h (falei que esse povo ama trabalho), não adiantava mais.
Essa pequena viagem será feita amanhã, de carro se ele for consertado até lá. Senãos erá de ônibus mesmo.

A vizinhan¢a aqui (em termos de aparência), é legal, bonita, principalmente as montanhas nos fundos de casa. Pena o vígile ainda não ter passado e ser tão quente por aqui, seria legal dar uma voltas por ai.
É bastante morro também. No caminho de vinda de Veneza pra cá nós passamos por um grande número de túneis, mesmo depois de estar oficialmente dentro da cidade.

A  boa notícia é que hoje já não estou mais espirrando, mas a tosse vem me incomodado um pouco (desde ontem a noite pra falar a verdade).

 

Aproximadamente 1 hora depois que comecei a escrever este post, que não publiquei ainda pois estava esperando subir as fotos que tirei antes para o picassaweb (aqui), fui na farmácia para comprar um xarope para essa tosse chata.. bom, vejamos no que vai dar..

Hoje também descobri que um dos rapazes também teve que deixar a mulher para vir fazer a cidadania italiana, a mulher mais uma filha com quase 2 anos de idade..

Roma e Veneza (27 de Junho)

Cheguei terreilmente cansado na capital italiana. A viagem de de 2h30 de Lisboa foi tranquila tanto quanto não foi.
A parte agradável é que não teve nenhum imprevisto, a desagradável é que, para come¢ar, para ir até o avião foi exatamente igual quando fui pegar a conexão para floripa em Guarulhos, quando retornei para o Brasil em fevereiro, onde tivemos que pegar um ônibus que levava até onde o avião estava estacionado. A única diferen¢a sendo que não estava super-lotado como em São Paulo, mas havia um número considerável de brasileiros. Peregrinos vindo de Porto Alegre.
Após, o motorista nos deixou esperando trancado no ônibus, enquanto ele saíra para falar com alguém sobre sei lá o que sob o avião. Por fim, após intermináveis 5 ou 10 minutos ele abriu as portas, segui o fluxo e subi pela escada próxima ao ônibus, a que dava acesso a frente do avião, havia uma  na traseira mas naquele momento não acreditava que seria para uso dos passageiros.
Ledo engano. Minha poltrona era na fileira 27, a penúltima do pequeno Air Bus, e havia um número considerável de pessoas vindo na dire¢ão contrária.
Tive uma decep¢ão ainda maior ao ver que minha poltrona era no meio de uma fileira de 3.

Juntando a isso coloque um conforto semelhante ao que tive com a companhia Iberia quando viajei para Londres, onde o espa¢o mínimo que havia para minhas pernas desaparecia quando o passageiro a frente reclinava a poltrona. A única difere¢a sendo que em 2007 o passageiro reclamou quando sentiu meus joelhos em suas costas, e dessa vez não houve reclama¢ões (o cara era meio alto também).

De comida tivemos um simples sanduíche de sabe-se-Deus-o-que e um pote de gelatina de morango (com cor e gosto de uva) com abacaxi mais uma Pepsi para beber. Poderia pedir vinho como fiz no vôo para Lisboa, mas a dor de cabe¢a constante não me aconcelhava a isso.

Quando passou o servi¢o de vendas, fiquei tentado a comprar um relógio para mim. Mas minha carteira com o dinheiro estava fora do meu alcance. Além do mais, só porque o relógio da Swatch tinha ponteiros de Quartzo e lente de Cristal de Safira eles se achavam no direi de cobrar € 135. Inadminssível.

A paisagem da cidade de Lisboa vista de cima era bonita, com seus telhados de vermelho em tom uniforme. Assim como a paisagem natural da costa italiana que não ficava para tráz.

Já na hora do pouso, com o aviso para manter o cinto de segunra¢a apertado, um grupo pequeno de crian¢as come¢ou a fazer barulho e baderna desproporcionais ao seu tamanho e quantidade.

Em terra firme, perguntei para onde deveria seguir para fazer a conexão para Veneza e caminhei um pouco menos que em Lisboa, apesar de o aeroporto parecer maior. Não houve imigra¢ão alguma no caminho.
Tentei ligar para mãe, mas de forma direta simplesmente não discava. O mesmo acontecia quando tentava ligar para a Elisa.
Para contornar o problema, comprei um cartão telefônico, daqueles que você disca um número x, digita o PIN do cartão e então o número que desejasse discar (follow by hash). Eu demorei um pouco para aprender a usar aquilo, com suas meia informa¢ões confusas, mas não tive muito sucesso em falar com ninguém no Brasil.

Aproveitei também para trocar uma quantia considerável de Libras que havia levado de Londres para o Brasil e não trocado devido ao baixo valor por míseros 0.94 c. Isso que a Libra está mais cara que o Euro.

Sem mais o que fazer e com 3 horas pela frente, comprei um Magneto Classic junto de um Red Bull, este último pela bagatela de € 2,00 (isso que estava num aeroporto, onde as coisas são mais caras).

O emabarque demorou um pouco mais que o previsto, passanddo uns bons 15 minutos antes de ser liberado, sem qualquer satisfa¢ão do porque.
Minha poltrona dessa vez ficava na fileira 22, não tão no fundo, mas ainda assim no meio. Porém, como havia uma família (casal mais duas crian¢as) que ficariam separados, eu troquei este lugar pela poltrona 8C, que ficava no corredor e bem mais a frente. Novamente tive que andar contra a correnteza de pessoas, mas não foi problema algum.

Diferentemente dos demais vôos, optei por não ouvir músicas. Estava cansado, com dor de cabe¢a e cansado também.

Do outro  lado do corredor, havia um japonês cuja poltrona era na fileira 22 também. A aeromo¢a tentou falar com ele só que o coitado não entendia absolutamente nada de inglês. Por sorte, um amigo seu, também japonês, falava fluentemente italiano e ajudou no problema.

Tivemos um sanduiche simples com Pepsi e nenhuma venda. O vôo até Veneza foi tranquilo e mais rápido do que eu esperava.
Já em solo, demorei um pouco além do necessário para pegar minha bagagem pois deixei ela dar uma volta a mais.

Na saída me encontrei com Losane e seu esposo que havia ficado de me buscar no aeroporto, eles seguravam um papel com meu nome escrito corretamente e em letras garrafais.
Na saída não vi o menos sinal de água, pois o aeroporto ficava na parte continental da cidade.

Chegamos em Belluno por uma rodovia tranquila e bem cuidada a meia-noite.

Porto Alegre – Lisboa (26 e 27 de Junho)

A decolagem em sí foi tranquila, as 22h já estavamos em dire¢ão ao nordeste brasileiro. Em torno das 23, quase meia-noite tivemos uma janta cujo prato principal variava de Escalope de Frango com molho rose e purê de batata ou lasanha de bolonhesa. Além disso, tivemos também: Salada de Frango Fumado com Ma¢â, Torta Cremosa de Milho com Caramelo, dois bolinhos (comum e de chocolate) com requeijão e dois copos plásticos de vinho tinto. (Minha op¢ão de prato principal foi o escalope de frango.)

Enquanto jantava (e o tempo antes de depois dela) fiquei assistindo ao filme Crônicas de Narnia: Viagem do Peregrino da Alvorada. Finalmente eles acertaram um filme, não sendo chato e imprestável como os anteriores. Além disso tinha as op¢ões: Engana-me Que Eu Gosto, Rango, Rabbit Hole, O Agente Disfar¢ado: Tal Pai…, Somewhere, Cedar Rapids, Les Emotifs Anonymes, Every Day, Samy’s Adventure, Corpos Celestes, Whisky, La Ventana, Gigante, Noivas em Guerra, Uma Família a Beira de Um Ataque …, A Idade do Gelo 2: Descongelados, Mr. & Mrs. Smith, Taxi em Nova Iorque, Waitress, 127 Horas, Wall Street: O Dinheiro Nunca …, Wall Street 1, O Amor é o Melhor Remédio, Cisne Negro, Never Let Me Go, Imparável, As Viagens de Gulliver.
Muito mais op¢ões do que tive na ida de Londres para São Paulo pela TAM, onde assisti apenas a Wall Street e  Rede Social.
O filme das Crônicas de Nárnia em sí (assim como os subsequentes) eu assisti em inglês, encarar duplagem em português de Portugal não é nada animador quando se é brasileiro.

(O post anterior e este foram escritos a 1h da manhã (horário de Brasília), ao som simpático de Metálica: Death Magnetic (Faixa 2 a 4), enquanto sobrevoávamos o estado do Recife, rumando para Rio Grande do Norte e então Oceano Atlântico.
A velocidade em rela¢ão ao solo era de 880 Km/h com vento de cauda de 35 Km/h. Altitude de 11326 m com uma temperatura de -50 C do lado de fora. Haviamos percorrido 2859 m e faltava mais 6041 para chegar em Lisboa)

Já em Portugal pude notar que meu celular, cujo sim card é de Londres (de conta), estava funcionando quase perfeitamente, faltando apenas acesso a internet. Tentei ligar para a Elisa mas a liga¢ão não completou. Por ser 8h30 (horário de Brasília, 12h30 em Lisboa) ela ainda estava em Porto Alegre, possivelmente já dentro do ônibus que usaria para voltar a Criciúma. E como quando se está num estado diferente se paga para receber chamada ela certamente não poderia atender a uma liga¢ão internacional. Algo parecido acontece na Europa, com a mera diferen¢a de ser entre países e não simples estados.
Já a liga¢ão para a mãe foi de boa, ela atendeu quase que prontamente. Onde disse que tinha chego em Lisboa e pedi para que tentasse avisar a Elisa.

Nesse ponto eu já havia passado pela imigra¢ão, mesmo que eu não fosse descer em Portugal mas sim pegar vôo em dire¢ão a Roma. O carimbo mal era visível.
O caminho até ela foi bem demorado, sobe escadas, anda, anda, anda, vira, anda, desce escadas, anda, anda, anda, e por ai vai.

Para passar o tempo comi um meio-Panini de parmesão e outras coisas que não lembro mais uma coca-cola para acompanhar. Algo que ajudou a esquecer a sensa¢ão de enjôo que estava sentido desde que comi o peda¢o de laranja antes do pouso (tinha também uma uva, 4 peda¢os de mamão e dois peda¢os verdes que não sei o que eram).

De volta ao vôo (anterior a laranja), eu dormi muito pouco, mesmo podendo me esticar (todo torto) na poltrona ao lado que estava vazia. Os filmes também não ajudaram em nada, tentei assistir Wall Street 1 (parei nos primeiros 5 minutos), Rango e Taxi (ambos eu cancelei pela metade pois estavam muito chatos. E sinceramente eu prefiro Taxi 3).

Dos jogos disponíveis, apenas Paciência, Batalha Naval e Snakes renderam mais que meio minuto. Mas também não chegaram a somar 20.

Enfim, foi um vôo difícil apesar de tranquilo. A não presen¢a da Elisa me fez muita falta nesse tempo todo.
Na saída eu conversei brevemente com uma alemoa, que possuia uma noivo e POA. Ela falava em espanhol o que permitiu uma comunica¢ão tranquila. Me contou que seu noivado era a distância devido ao trabalho, uma situa¢ão muito mais complicada que a minha distância da Elisa. Algo que me deu um pouco mais de for¢a para continuar.

Tava cansado e com muita dor de cabe¢a. Por um breve momento me arrependendo de ter iniciado aquela viagem. Mas é muito dinheiro e principalmente muito esfor¢o por parte da minha família (e da Elisa também) empenhado nisso para que eu simplesmente desistisse na reta final, por mais dura que seja.

Em Lisboa fazia mais de 20C e eu não aguentava ficar nem de cal¢a jeans, como havia esquecido de colocar uma bermuda na bagagem de mão tive de ficar com ela.

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