Isso começa dois dias atrás, na noite de domingo (21/08)
Tem um cara, Davi, que está morando aqui em Beluno até obter a cidadania italiana. Ele é casado e possui uma filha que fez dois anos ontem.
Na noite de domingo, o telefone da casa toca e lhe é passado, pois era a sua esposa (que mora em Londres) querendo falar com ele, sem surpresas até então.
Ele pega o telefone e se retira do quarto, então não temos idéia do tip0 de conversa. Quando ele retorna, a meia-noite, pergunta para o Vladimir, outro brasileiro que já conseguiu sua cidadania e que estaria indo para Inglaterra no dia seguinte (isto é, ontem), se ele queria sair, a pergunta foi eventualmente extendida a mim.
Como pretendá-mos ir para Veneza, de onde o Vladimir pegaria o avião, de manhã e aproveitar para passear na cidade (nenhum de nós a conhecia), negamos o convite. Em menos de 5 minutos o Davi trocou de roupa e inclusive usou meu perfume (que ele pediu para usar). Vale notar aqui que nesse final de semana, o dia tem sido excepcionalmente quente e apesar da noite ser mais fresca, não justifica o uso de calça jeans.
Isso tudo foi muito suspeito pois o Davi até então não tinha feito nada do tipo, de sair sozinho, a noite, num domingo, ou qualquer outro horário do dia ou dia da semana.
Ele retornou as 2h30. Não estava cambaleando devido a bebida, mas após tomar banho e ir dormir, ele se levantou para ir no banheiro e vomitar.
Na manhã seguinte perguntei onde ele tinha ido, já que nessa cidade geralmente não tem nada aberto, e ele comentou o bar no qual teria ficado aquelas 2h. Isso se ele não fez nenhum “programa” alternativo. Mas não persisti no assunto pois não é da minha conta.
Chegado o horário, partimos para a estação de trem e compramos os bilhetas para Veneza, estação Santa Lucia.
A viagem de duas horas foi tranquila, já que o Vladimir e eu fomos conversando durante ela, inclusive sobre o que poderia ter acontecido com nosso amigo Davi.
Chegamos na cidade 12h15, no horario que era previsto e aguardamos meia-hora numa fila par deixar a bagagem do Vladimir num local próprio. Andar de um lado para outro numa cidade cheia de pontes com escadas não seria fácil, pricipalmente com uma mala que já ão possuia rodas.
Então nós começamos nosspo passei quinze-pra-uma. Confesso que minha espectativa era uma das menores possíveis. Esperava também grande fedor, que algumas pessoas insistem em dizer que há na cidade.
A água dos canais é de fato meio suja, devido ao lixo que os turistas, que acontecem de visitar a cidade apenas em todos os dias do ano, jogam nela, mesmo assim, a quantidade de lixo que vi na água foi muito baixa.
E algo que uito me supreendeu foi encontrar peixes nadando nela, o que apenas prova que apesar de não ser das mais limpas, a água da cidade está longe de ser poluída.
Comprei um mapa e planejei aproximadamente o trajeto a ser feito.
Não muito depois de ter iniciado a caminhada, vimos uma mulher, velha e gorda (iss é apenas descrição, não ofensa) lavando os peitos que passavam da cintura numa torneira pública.
Passando por ela, seguimos nosso caminho até a igreja de São Rocco. Próximo havia um museu do Leonardo da Vince, mas ao contrário da igreja a visita ao museu era paga.
De São Rocco seguimos para a Ponte de Rialto. Em poucos momentos o caminho foi vazio, com muitas pessoas andando em todas as direções. Em grande parte do trajeto o caminho passava por becos que não tinham muito mais que um metro de largura.
Passando pela ponte, em escada, repleta de lojas e pessoas, seguimos para a Praça São Marcos.
Agora, o dia era quente, muito quente, mas os becos por onde passáva-mos criava bastante sombra, então não tinha muito problema, mas quando chegamos na praça, sem nada para proteger a lua que brilhava sem interrúpção de nuvens no céu veneziano. . . creio que não perciso dizer.
Um outro ponto interessante a respeito desse caminho é o preço da coca-cola.
Quando começamos, antes de São Rocco, era 2 euros a lata, pouco depois, 2.30. Perto de Rialto, 2.50, quando chegamos na Praça São Marcos, brinquei com o Vladimir que seria 5 euros. Mero engano, a coca-cola era apenas 9.80.
Voltando a praça, o lugar é muito bonito. Dela era possivel entrar no Palacio do Doge, o qu também tornava possivel uma agradável fila que ia até quase o cais naquele sol maravilhoso.
Como não podia se quer tirar fotos dento, não foi um local que visitamos, talves quando eu trouxer a Elisa para conhecer a cidade…
Andamos um pouco pelo cais até notar que estavamos indo para o lugar errado, direção contrária. Não retornamos exatamente pelo mesmo caminho, mas porum que acreditávamos ser ligeiramente mais curto. O que acabou nos fazendo voltar por boa parte do caminho que já havíamos percorrido.
Esse trajeto, de ir até a Praça São Marcos e voltar levou em torno de 3h. Não há muito mais a ver além disso. Há certamente alguns pontos, mas estes são os principais, também não andei de Gondola nem Vaporeti.
Ter ido com uma baixa expectativa certamente valeu a pena.
Apenas em poucos pontos da cidade teve mal-cheiro, e eram locais que ficavam longe dos canais.
Qualquer um que diga que a cidade é fedida ou faz muitos anos aque a visitou ou não soube apreciar o passeio.
Aqui estão algumas fotos que tirei lá. Quem jogou Assassin Creed 2 deverá reconhecer alguns locais.